A MEDIAÇÃO DE CONFLITOS – NOVAS POSTURAS DE EMPRESAS

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Thiago Pardini Michelini Araújo – Advogado, Pós Graduado em Direito do Consumidor – e-mail: thiago_pma@yahoo.com.br

As relações de consumo estão presentes no cotidiano da sociedade. Em meio ao mundo capitalista em que vivemos, diariamente praticamos uma série de atos que se enquadram no tema. Desde o café na padaria, a energia elétrica consumida, a internet e chamadas telefônicas, dentre inúmeros atos praticados.

Certo é que desde as pequenas quanto as grandes empresas prestadoras de serviços,  fabricante ou comerciantes de produtos, mesmo se esforçando ao máximo, estão sujeitas a vícios dos serviços ou produtos comercializados, tornando alvo de reivindicações por parte de seus clientes.

Nada mais justo que destacar a eficácia do amadurecimento do comportamento de algumas empresas nos últimos anos, dedicadas a solução de conflitos junto aos seus clientes, mantendo um bom relacionamento e desburocratizando seus procedimentos junto ao cliente.

Destacamos a via de solução quanto a disponibilização de canais de atendimento voltados a solução de conflitos. Várias empresas também possuem já um setor especializado para tratativas de demandas juntos aos Órgãos de Defesa do Consumidor, direcionando as tratativas e soluções de um modo mais ágil.

Tal amadurecimento faz com que não sobrecarregue ainda mais o Poder Judiciário tratando de questões simples, pouco complexas, evitando-se desgaste por parte do consumidor e despesas por parte da empresa.

Há consumidores que optam ao ingresso judicial de demanda sem sequer tentativa extrajudicial de solução, e nesse sentido percebemos que diversas empresas já possuem tratativas judiciais conciliatórias, sendo que muitas delas ofertando soluções e propostas em audiências de conciliação e outras empresas possuindo uma proatividade destacável, onde há propostas de solução antes mesmo de audiência.

Em razão desse novo cenário, nota-se que as empresas que acompanham a necessidade dos clientes quanto a satisfação ágil e eficaz tem ganhado gradativamente um maior espaço no mercado, tendo um crescimento e ascensão, salvo raras exceções.

 

De lado outro, grandes empresas já consolidadas estão perdendo mercado e clientes fiéis quase sempre não pela qualidade do produto ou serviço, mas sim pelo pós venda deficitário.

O consumidor mudou seu comportamento, passou a ser mais exigente requerendo uma atenção especial. Com nova tendência da postura empresarial nesse sentido, demandas quase sempre desnecessárias deixaram de movimentar o Poder Judiciário, dando mais espaço para questões de natureza mais complexas e relevantes.

Com uma relação jurídica de consumo harmônica, muitos poderão se perguntar quanto a redução dos serviços jurídicos a serem prestados. Porém, podem até reduzir em quantidade os serviços, mas abre-se um novo campo a ser explorado visando a consultoria e assessoria jurídica as empresas que seguirão o modelo indicado e terão seus lucros e resultados cada vez mais altos, necessitando para tanto de um apoio jurídico especializado.


Thiago Pardini Michelini Araújo – Advogado, Pós Graduado em Direito do Consumidor – e-mail: 
thiago_pma@yahoo.com.br