A Crise e o Mercado

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Envolvidos todos nós em pandemia, passando o país por uma situação de extremismo político e polarização de opiniões, uma coisa é certa: alguém está pagando ou pagará a conta, ao final dos embates! Certeiramente, a economia do país!

 

Nesse contexto, modificou-se a rotina de todos nós, originando uma séria recessão na população, bem como a redução de circulação da “moeda corrente” no país, tendo em vista a desaceleração da economia. Reflexo imediato no bolso do cidadão!

 

Estamos em tempos de crises: política, econômica e social, gerando mais incertezas para os cidadãos e uma instabilidade e insegurança (inclusive jurídica) dos empresários e investidores para o futuro, que ora adiantou-se. Entendo que deveríamos pensar sob a possibilidade de uma nova forma de encarar a sociedade, em um novo momento ou novo normal.

 

Inicialmente sabemos, e não temos como negar, que a única maneira de gerar e produzir riqueza é o mercado, este, preparado e qualificado por aqueles que o exploram e com a finalidade de produzir riquezas, investimentos e proporcionar oportunidades para todos, de igual para igual – oportunidade-negócio.

 

Consequentemente, esse mesmo mercado é que gerará os impostos e taxas que serão pagos ao Estado, que poderá exercer na plenitude a sua função social de investir em EDUCAÇÃO – SAÚDE – SEGURANÇA – sem qualquer interferência no “mercado”, que ora se autorregula, atento às suas próprias necessidades, conforme o binômio produção x demanda.

 

A limitação da atuação estatal de não-intervenção no mercado, que tem e terá sua própria regulação, poderá propiciar a todos os envolvidos, uma tendência maior na valorização do trabalho e do trabalhador como fonte de riqueza para todos.

 

Um maior ajuste de preços a partir do binômio produção x demanda e, uma maior concorrência entre os produtos, gerando um equilíbrio de bens e serviços, o que o Estado não alcança tendo em vista a suas dimensões territoriais, direcionando aos empreendedores e investidores, a possibilidade de desenvolverem seus trabalhos, trazendo assim  função social via meio empresarial, refletindo uma melhor qualidade de vida para todos, Mercado – Estado – Povo, com a devida segurança jurídica.

 

O encolhimento do setor público, leia-se privatizações, será necessário para que se possa ter uma aplicação maior no setor privado, gerando empregos, renda e trabalhos indiretos, obtendo-se crescimento econômico – aqui entendemos que crescimento econômico é diferente de desenvolvimento econômico – propiciando ao Estado uma maior arrecadação de impostos e como consequência cumprir com excelência sua finalidade social.

 

Não podemos nos esquecer: o momento é de oportunidade para o desenvolvimento e crescimento econômico, onde necessariamente, se dará em ambiente de negócios, com a assistência de advogados(as) que estejam devidamente preparados e envolvidos com o processo do avanço de nossa profissão frente aos novos ajustes que se estabelecerão, e atento aos movimentos da sociedade, afinal, nós advogados, somos indispensáveis à administração da justiça.

 

Sander Maldonado Rezende Costa – Advogado

E-mail: advsmrc@outlook.com